Pastilhas da Copa 2026
Tentando retomar o fio da meada e a conversa com vocês
🗣️Fala, Helê 👩🏾🦳
Já iniciei vários posts mentais nas últimas semanas e meses, mas só nesta tarde de junho, durante
Suíça x BósniaSuíça x Canadá, eu finalmente volto a escrever, animada pelo sempre envolvente Clima de Copa do Mundo. É tanto uma data esperada pela vertente boleira da minha família quanto uma tradição das Duas Fridas, em todas as suas encarnações (blogger, wordpess etc).Tive que recomeçar, mais uma vez, agora algumas horas antes de Escócia X Brasil. Um modo de distrair a mente, passar o tempo e mais uma tentativa vencer esse bloqueio incômodo.
Aguardamos todos que o time vença e convença, depois de um começo ruim e de um segundo jogo apenas melhor que o primeiro, mas ainda pouco animador. Tudo exatamente como deveríamos esperar, diante da trajetória errante da seleção brasileira de futebol masculino neste ciclo caótico. Na verdade, eu fiquei surpresa com a indignação generalizada depois da estreia. Todo mundo concordava que houve pouco tempo pro Ancelotti trabalhar, que algumas contusões de última hora prejudicaram muito, yada yada yada…Eu dizia tudo isso pra minha indignada filha, uma torcedora esfuziante na alegria e na tristeza. E ela concordava com a minha racionalidade - da qual não tomei conhecimento durante jogo, 90 minutos de ansiedade, palavrões e nervosismo.
Mas me divirto demais com a Copa, como sempre. Gosto de futebol, gosto de grandes eventos, gosto de quando o mundo, ou pelo menos uma parte dele, parece uma vila. Adoro torcer pelos times africanos e sulamericanos - nessa ordem e fora a Argentina, claro. Presenciar zebras, ver os craques, aprender mais sobre o mundo. Objetificar os bofes. E acompanhar as figuras e os acontecimentos como a impressionante remada viking da torcida norueguesa, o impassível Lumumba Vea da República Democrática do Congo, e o incontornável Vozinha, xodó internacional.
Uma Copa que no início dividiu espaço com as notícias sobre o campeonato do New Yok Knicks depois de um jejum de mais de 50 anos. Tá certo que foi no basquete, que não nos mobiliza (pra ser delicada). Mas nos reconhecemos nas multidões enloquecidas de alegria pelas ruas de Nova York e pudemos compreender a ofegante epidemia deles.
Dou uma olhada rápida nos escritos antigos e vejo que inaugurei, há VINTE anos, a série RUMUAL ÉKISSA. A copa rolava na Alemanha, a final foi aquela da cabeçada do Zidane, eu reclamava sobre campanhas sexistas, a Monix narrava a experiência de ser parada, de carro, por um grupo de estranhos, pedindo dinheiro para enfeitar a rua para a copa. Outra vida. Mas seguimos rumo ao hexa. Que dessa vez a gente chegue.





Que venha o hexa, que venham mais pastilhas, que venha o mundo! Estaremos aqui para viver e vibrar!